Lançado em 12 de novembro de 1975 pela Philips, Novo Aeon é o quarto trabalho de Raul Seixas na gravadora. Raulzito chegou a declarar que este é o seu melhor álbum. Nelson Motta o elegeu como o disco do ano em sua coluna no jornal O Globo. Foi produzido na fase em que o roqueiro estava mais envolvido com as sociedades esotéricas. O disco foi produzido por Marco Mazzola, amigo de Raul.

O álbum foi relançado em LP em 1983, pelos selos Philips Records (série azul) e Fontana Records (série verde). Seu primeiro lançamento em CD foi feito no ano de 1993, pelo selo Philips Records. O álbum foi relançado dentro de uma caixa contendo os seis discos lançados por Raul na gravadora remasterizados e com faixas bônus, intitulada Maluco Beleza. A caixa foi relançada em 2009, com o título 10.000 Anos à Frente.

Livro da Lei

Nessa época, Raul estava profundamente envolvido nos estudos esotéricos e com sociedades secretas. Por isso, influenciado por Marcelo Motta (membro da Ordo Templi Orienti), fez seu novo álbum baseado no Livro da Lei, do bruxo inglês Aleister Crowley.

“Este álbum é todo em cima do ‘Livro da Lei’, que Aleister Crowley recebeu, ditado por um ser do Novo Aeon. Mas não é… apostólico. São simplesmente coisas que eu descobri e digo, porque tenho esses meios de dizer, sacar. Não levei Aleister Crowley tão a sério não. Aliás, eu acho que é isso que ele queria. Tirei coisas dele pra mim, aproveitei.”

Frustração

Apesar da ampla divulgação pela gravadora, contando com o lançamento de um compacto duplo e de dois clipes musicais no programa dominical da Rede Globo, o Fantástico, as vendagens foram frustrantes. Novo Aeon não repetiu o sucesso do antecessor, Gita. Mesmo com clássicos como Tente Outra Vez, Rock do Diabo, Eu Sou Egoísta e A Maçã. Para Paulo Coelho, o motivo do fraco desempenho nas vendas foi a pressão em torno do trabalho.

“No caso de Novo Aeon, nós ‘tínhamos que fazer um disco’. Não por imposição da gravadora, nem por pressões econômicas, mas porque a gente precisava dar continuidade ao trabalho. O disco é egocêntrico, auto-expressivo, numa linguagem verdadeira, mas lamentavelmente mal realizada.”

1975 - Novo Aeon

Faixas

Tente Outra Vez – (Raul Seixas/Paulo Coelho/Marcelo Motta)
Rock do Diabo – (Raul Seixas/Paulo Coelho)
A Maçã – (Raul Seixas/Paulo Coelho/Marcelo Motta)
Eu Sou Egoísta – (Raul Seixas/Marcelo Motta)
Caminhos – (Raul Seixas/Paulo Coelho)
Tu És o MDC Da Minha Vida – (Raul Seixas/Paulo Coelho)
A Verdade Sobre A Nostalgia – (Raul Seixas/Paulo Coelho)
Para Nóia – (Raul Seixas)
Peixuxa (O Amiguinho dos Peixes) – (Raul Seixas/Marcelo Motta)
É Fim de Mês – (Raul Seixas)
Sunseed – (Raul Seixas/Spacey Glow)
Caminhos II – (Raul Seixas/Paulo Coelho/Eládio Gilbraz)
Novo Aeon – (Raul Seixas/Cláudio Roberto/Marcelo Motta)

Ficha técnica

Direção de produção: Marco Mazzola
Técnicos: Luigi Hoffer, João Moreira e Luís Claúdio Coutinho
Auxiliares Técnicos: Paulo Sérgio, Zé Guilherme
Mixagem: Marco Mazzola
Arranjos: Miguel Cidras
Arranjos de base: Raul Seixas
Foto: João Castrioto
Arte Final: José Paulo
Capa: Aldo Luiz

Bateria: Pedrinho Batera, Mamão e Lécio do Nascimento
Baixo: Paulo César Barros, Jamil Joanes, Luizão Maia e Liebert Ferreira
Piano: Antonio Adolfo, Miguel Cidras e Hugo Bellard
Violão: Antenor Gandra, Raul Seixas, Neco e Rick Ferreira
Guitarra elétrica: Antenor Gandra, Gabriel O’Meara, Rick Ferreira, Almir Bezerra, Pedrinho da Luz e Luiz Cláudio Ramos
Teclados: José Roberto Bertrami