O disco Metrô Linha 743 e “o solo mais caro do Brasil”

O disco Metrô Linha 743 e “o solo mais caro do Brasil”

Diversas histórias e lendas cercam as produções dos discos de Raul Seixas. Uma delas diz respeito ao “solo mais caro do Brasil”, assim chamado pelo próprio Raulzito no LP Metrô Linha 743. No caso, uma referência ao músico britânico Clive Stevens.

Foi o roqueiro baiano o responsável por trazer Stevens para as gravações do disco Metrô Linha 743, em produção pela Som Livre. A parceria, no entanto, rendeu muito pouco. Especificamente, apenas uma faixa: Meu Piano, na qual o britânico é responsável pelo saxofone.

Na visão dos produtores da Som Livre, Stevens estava atrasando as sessões de gravação do disco. Apesar da insistência de Raul, o britânico acabou não participando de outras gravações do álbum. Mesmo assim, cobrou alto pelo solo em Meu Piano. Diz a lenda que as cifras chegaram a US$ 3 mil.

Por isso, no encarte original de Metrô Linha 743, nos créditos dados a Clive Stevens também aparece a seguinte observação: “o solo mais caro do Brasil”. Aliás, a gozação de Raulzito também se fez presente na gravação da música Meu Piano, na qual o cantor improvisa alguns versos fazendo referência ao saxofone do músico britânico.

Clive Stevens trabalhou ainda com outros músicos brasileiros, como Gilberto Gil e Naná Vasconcelos, além de diversos artistas de outros países. Faleceu em janeiro de 2019, aos 70 anos de idade.

O músico britânico Clive Stevens
Clive Stevens, responsável pelo “solo mais caro do Brasil”, segundo Raul Seixas

Flávio Magalhães

Jornalista metido a escritor que dirige um Fusca azul nas horas vagas

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